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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Um pouco sobre o meu passado!

Bem, como dizer algo que começou desde que Adão e Eva comeram do fruto proibido, foram expulsos do Éden e reproduziram-se, criando assim a corrente do pecado? Bem, eu não sei por que to falando disso, acho que é porque não sei como começar hahaha.
Começando de quando eu ainda era uma criança aceitavelmente legal.
Eu morava em Mineiros-GO, aí eu era uma criança normal, com uma melhor amiga que era quase irmã, uma irmã mais velha que estava crescendo e me deixando de lado e um irmão que eu brigava todo dia, mas que ninguém poderia brigar com ele, senão virava uma onça. É, tenho extinto protetor com ele, deve ser poque ele é um pouco mais de 1 ano mais velho do que eu.
Até aí tudo bem, vida normal.
Eu cresceria como uma criança normal, no meio da primaiada, me sujando no barro, cresceria e viraria uma funkeira como todos que ficaram nessa cidade. Eu agora seria casada, teria dois filhos e trabalharia sem terminar meus estudos.
TÁPAREI, NÃO É ASSIM TAMBÉM.
Vou continuar de verdade, só falei isso para descontrair o drama.
Por volta dos meus 8 ou 9 anos, fiquei sabendo que nós mudaríamos de cidade. Eu odiei essa novidade, mas não podia fazer nada. Então, dito e feito, mudamos para Primavera do Leste-MT.
Cidade linda, limpa, organizada, mas com a educação baixa, perto da que eu tinha. Na 3ª série eu estava começando a aprender Inglês, lá em goiás e aqui, na 3ª série as crianças mal sabiam o português correto.
Por eu ter mudado de escola nessa idade, percebi que era muito diferente as coisas e isso me fez retrair um pouco. Disso eu lembro. Não fiz amigos na primeira escola que estudei, apenas interagia com as crianças que estudavam comigo e hoje não lembro de quase ninguém, apenas o nome de uma menina e de uma outra que eu já vi nas festas por aí. O resto, ninguém.
No ano seguinte, eu mudei de escola e fiz uma amiga no primeiro dia de aula, porém, ela saiu na escola dois dias depois e isso me fez ficar sozinha por um mês inteiro, até umas meninas legais me chamarem para andar com elas. Agora vocês me perguntam do meu irmão. Ele sempre esteve na mesma escola que eu, mas a gente não era muito de se falar na escola. Acho que hoje em dia, se fossemos da mesma escola a gente seria da mesma turma, mas ele já terminou e eu estou terminando. Então...
Fiquei nessa escola e fiz uns amigos muito legais e alguns eu falo até hoje, alguns eu lembro do rosto, mas duvido que eles lembram-se de mim e outros eu nunca mais vi e nem lembro, pois, no ano seguinte meu pai resolveu ir embora de Primavera também.
Mudamos para Alto Araguaia-MT.
Em Alto Araguaia, morei por um ano e ali eu comecei a cursar o Ensino Fundamental. Fase difícil. Ainda morando apenas com o pai, pior ainda, pois, os pais não entendem as meninas como as mães entendem.
Fiz uma amiga lá, a Bruna, uma menina legal, mas muito diferente de mim e depois a Lara, uma que era mais legal ainda e eu sinceramente gostava mais dela do que da Bruna, se bem que no começo eu fiquei com ciúmes dela com a Bruna. Nessa escola eu comecei a ver como era a vida de adolescentes, porém, eu não pude curtir como todo mundo, pois no ano seguinte, tive que deixar todos esses novos amigos que eu já gostava tanto, para trás, novamente, e isso me fez ficar um pouco mais retraída do que eu já havia ficado pelas duas mudanças anteriores.
Retornei para Primavera do Leste, onde minha mãe residia, pois havia separado do meu pai.
Voltei a estudar na mesma escola de antes, na esperança de encontrar minhas antigas amigas. Mas o que eu encontrei foi uma escola totalmente diferente, que haviam poucas pessoas da minha 4ª série e, essas que sobraram, nem falavam comigo mais. Aí foi onde eu me retraí mais ainda, virando uma solitária, vendo os colegas com seus amigos, conversando rindo e se divertindo.
Eu odiava ir para a escola, pelo menos nos dois primeiros dias, pois, era época de RBD e eu tinha muitas coisas deles, pois, eu gostava da música e da novela, então minha mãe me deu o estojo e minha irmã o caderno, mesmo eu não sendo fã a esse ponto, mas era minha única opção, então eu usei-os e por causa disso, no primeiro dia de aula, um garoto que andava com duas meninas, veio conversar comigo e falar que gostava deles também e etc e tal. Fiquei contente de não estar pagando mico, então, eu, por mais que quisesse continuar conversando com ele, não continuei, pois, eu tinha medo de fazer amigos novos e ter que deixá-los também. Mas com o tempo, descobri que eles eram muito especiais. Esse menino é o Douglas, um dos meus melhores amigos até hoje, as duas meninas eram a Samara e a Monique. A primeira mudou de cidade e a segunda mudou de escola, mas no ano em que eu entrei, entrou também a Mylena, (e que entrada, a gente ri até hoje) O Igor (outro que foi embora) e a Kauanne, que era da outra turma, mas como era prima do Douglas, andava com a gente. Eu fiquei muito próxima da Samara e da Kauanne. A Kauanne é uma pessoa muito especial para mim, mas ela acabou brigando com o Douglas e não fala mais comigo hoje, mas eu sinto falta dela.
Continuando... Depois que a Samara foi embora, eu fiquei meio rodada na turma, porém, no começo do ano que ela se foi, eu fiz amizade com a Brenda, minha melhor amiga até hoje, mesmo a gente não se falando direto.
Mesmo tendo esses amigos, eu era muito fechada, de poucas brincadeirinhas e risadinhas, apenas a Brenda era de fazer essas coisas comigo, acho que por isso que ela é minha a melhor amiga.
Depois que essa escola fechou, no ano seguinte, tivemos que mudar, fomos divididos e eu fiquei em uma sala com a Mylena, Douglas em outra e Brenda em outra. Kauanne não foi para a escola e nessa escola a Mylena tinha alguns amigos. Foi uma época legal e por eu ter ficado na sala com a My, a gente se aproximou mais e essa divisão acabou nos unindo, o que fez com que eu me soltasse mais e fosse relaxando a contração dos outros cinco anos anteriores.
Hoje sou uma pessoa com um temperamento instável, como disse no post anterior e eu acho que isso tem haver com essa história enorme que acabei de contar. Tudo que está aqui é verdade, minha vida não foi tão fácil assim, pois, minha amiga de infância hoje em dia é a afilhada dos meus pais, que está casada e tem um filho, lindo por sinal. Eu queria tanto ter convivido mais com ela, pois, ela é realmente parte da família. Eu vejo meu passado e eu tenho um passado de renúncias. Eu agradeço hoje por ter os meus amigos que me apoiam, que me amam e gostaram de mim do jeito que eu era.
Eu acho que eu era muito retraída porque eu tinha medo de ficar sozinha para sempre e esse era o meu modo de defesa. Mas obrigada Vida, por escrever certo por linhas todas, porque, eu vejo que tinha que passar por tudo isso para ter os amigos que tenho hoje, que mesmo sendo poucos, valem mais do que qualquer coisa.

Já chegaram a me falar que eu sou punk. Realmente, depois de pesquisar um pouco, eu achei algumas características parecidas comigo, mas não vou me definir. Não sei o que eu sou. Sei que eu sou uma pessoa que não consigo ser muito carinhosa, que eu sou grossa as vezes e que eu posso enjoar muito rápido das coisas, gosto de coisas aventuradas e novas, odeio repetir várias vezes a mesma coisa e odeio cozinhar. Não consigo ser hipócrita e nem fazer coisas que vão contra a moral. Não bebo, não fumo, odeio narguille e  droga para mim, só usa quem é retardado. Não sou o estereótipo de garota que a sociedade está acostumada, pois, eu, mesmo não acreditando em príncipe encantado, nunca me interessei por esses moleques babacas que me rodeiam. Podem me julgar, eu não ligo, não gosto de brigas, não gosto de desavenças e nem de estar em atrito com alguém. Odeio ver pessoas fazendo mau à outras pessoas, isso me deixa indignada. Amigos eu tenho poucos, colegas eu tenho alguns, conhecidos, muitos. Escuto rock e não sei se posso ser chama de rockeira, pois meus ídolos tocam pop/rock. Eu não sei me definir, sei apenas falar o que eu gosto e o que não gosto.

É isso.

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